quarta-feira, 7 de março de 2018

Le Pari: Capitulo Final - A Queda



A saída...o salto...o vento...tudo muito inesperado e vivido como se tem que ser vivido, cada segundo de duvida seguido por sentimentos múltiplos e inexplicáveis de conflitos internos e intermitentes, tantos sentidos se misturando que me parecia ate um só, todos juntos já deixavam tudo dormente, da ponta dos dedos ao nó na garganta, acho que dor talvez seja isso, a junção de todos os sentimentos que muitas vezes te faz a te chorar, prevalecendo o vencedor dessa grande batalha como sendo a tristeza, como o mais forte sentimento a se expressar em nosso rosto, todos os outros? Conseguimos fingir, e alguns ate usar como mascara, mas o chão se aproxima o momento de puxar a corda chegou, não adianta mais pensar sobre abrir ou não abrir, aproveitar ou não a queda, sentir ou não sentir, qualquer coisa que seja, tenho apenas que puxar, o som do clique ao puxar a corda e como um estrondo em meu peito, como um falante ligado a toda pressão do grave, a ansiedade de se ouvir o desenrolar do pára-quedas sobre minha cabeça é tanto que por imaginação posso ate pensar ter ouvido, me engano, e como um estrondo de em palo seco sinto meus ossos atravessar minha carne, e num quique meu corpo em frangalhos sobre ao céu por alguns vários centímetros e volta a cais, minha cabeça é a única parte que posso perceber quase intacta, rolando, afastando-se do meu corpo, posso ver ate minha perna a alguns metros por alguns segundos antes sentir qualquer tipo de dor, sinto agora de verdade o gosto do barro entre meus dentes, mas agora a única coisa que me preocupa e ter que me reconstituir novamente e pensar em quando será o próximo salto? Ao Longe vejo o premio que seria meu, olhando pro lado em repulsa pra não ver o que sobrou de mim após a queda, e lembro o quanto divertido seria se tudo desse certo e o beijo eu tivesse caso tivesse o pára-quedas aberto, levando seu sorriso lindo embora, então tudo se faz claro, e volto a mim em duvidas e de forma agradavelmente ácida finalmente percebo quem de fato dobrou meu pára-quedas.... FOI ELA!!

Le pari: Só na saída



Estou as portas do salto sem de fato saber se devo pular, mas ao som dos gritos de incentivo, motivando-me a entrar nessa, eu salto, mesmo tendo ainda a grande duvida se esse pára-quedas vai abrir, ate mesmo por não ter sido eu o “dobrador”, mas por tantas vezes já saltei, muitas ate sem o pára-quedas, foi perna pra todos os lados, mas já me regenerei, ficaram algumas cicatrizes da queda, mas como dizem que as mulheres gostam de homens com cicatriz, deixa estar a perceber, ao menos desta vez tenho a duvida da abertura a favor do meu próprio consolo.
Na saída tudo foi tranqüilo, e correu na mais perfeita alegria, deixei-me levar por ela e saltei, pude ate sentir o vento frio da tragicômica queda tocar meu rosto, em contraponto a me dar segurança, podia quase sentir o calor da palma de sua mão a apertar a minha, mesmo estando só nesse salto, em meio a tanto êxtase provocado pelo salto, dentro de mim era travada uma grande batalha de todos os sentimentos possíveis, procurando um espaço de privilegio em meu peito, só por vaidade de se fazer transparecer em meu rosto, por que tanta vaidade em algo tão abstrato como sentimentos? Medo, Felicidade, Ansiedade, Angustia, Alegria, Vaidade, Orgulho, Tristeza, Melancolia, todos brigando por seu espaço, sempre algum prevalecendo, mas em meio a tudo isso a grande interrogação não saia de nosso rosto, qual iria vencer ao final? Será que chegarei ao chão em segurança e pára-quedas abertos? Era o que eu esperava, mas o que fortalecia o medo era o fato de, como sempre, eu estar mais uma vez só na saída.

Le pari: Ao Vento


A aventura de se deixar levar por um sentimento, seja ele qual for é um risco incalculável a sanidade mental e ao equilíbrio emocional de qualquer pessoa que julgue-se em seu devido eixo emocional, quase como acordar de uma noite mal dormida, com uma puta dor de cabeça e num piscar de olhos se ver a porta de um avião preste a saltar sem sabem quem dobrou o para-queda, com a duvida se realmente ele vai abrir, e mesmo com essa duvida mortal você se lança ao vento de peito aberto.

Hoje começo a contar a saga desse salto...

Le Pari: Capitulo 1 - Aproximação ao chão

Estou em queda livre, tanta coisa esta passando por minha cabeça agora, como na velocidade do vento que corre por minha orelhas, que nem sei em que pensar primeiro, na queda, com minhas partes expostas, na agradável sensações do vôo, digo aproveitar o momento e toda a felicidade neste instante presente, ou se fico me preocupando se o pára-quedas vai ou não abrir, tem momentos como os de agora que paro pra pensar em aproveitar todo esse êxtase que me provoca transe, e curtir a queda ao Maximo que puder, e enquanto tiver em meus pulmões o ar, mas de supetão vem a lembrança que uma hora o chão chega, que inclusive esta chegando rápido de mais, mas quando penso nela a aflição aumenta é quando vem a ansiedade e o desejo incontrolável que o pára-quedas se abra, e chegue logo o momento de puxar a corda, e quando chegar ao chão receba o beijo como recompensa, mas isso me aflige de tal forma que por vezes tomei atitudes precipitadas de acelerar minha queda, como inclinar minha cabeça em direção ao solo, juntando meus braços ao corpo e unindo as pernas com o objetivo reduzir a arrasto e aumentar a aerodinâmica, que no meu caso da trabalho, e acelerar o momento que terei que puxar a corda, e me esqueço que se estiver rápido de mais e o pára-quedas abrir ele pode rasgar e vou estourar no chão do mesmo jeito, é quando vem a duvida, relaxo e deixo cai, para o caso do pára-quedas abrir e tudo correr bem? ou penso só na queda e acelero o momento, pois o pára-quedas não vai abrir mesmo? não sei, acho que vou esperar...o chão se aproxima muito rápido e já posso sentir o gosto do barro entre meus dentes, dizem que nessas horas finais volta a você a grande fé ancestral, digo ser verdade, pois rogo a Deus todas as noites antes de dormir, que se abra o pára-quedas e eu tenha uma decida suave ate o beijo premio da pessoa que esta La em baixo a me esperar, e já posso ver-la, mas será que ela pode me ver? Espero que abra-se o pára-quedas.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ensaio sobre o relacionamento não Efémero





 
Ensaio sobre o relacionamento não Efémero


Na linha “auto ajuda” pensei em discorrer sobre relacionamentos e a possibilidade de não enxerga-lo como  fêmero é hoje em dia, e falar de relacionamento nos dias de hoje é algo tão démodé que a caretice do assunto faz muita gente olhar com desconfiança ao tema, faz deformar a face em desdém e em
geral, com  m sorriso sem graça age com deboche a algo tão fundamental no ciclo natural das coisas, como se causasse algum tipo de desconforto ao deparar-se com a realidade da situação que envolve o convívio entre dois, eu sei é clichê, mas é inevitável não chegar a um lugar comum com um assunto tão chavão como tal este que conceituo, pode parecer clichê discorrer sobre esse tema, mas quanto mais eu penso sobre o
assunto mais sinto que à assunto a ser  discorrido, principalmente em tempos tão tempestuosos para este como o que vivemos, onde cada dia mais e mais casais põe por terra projetos construídos, tendo que se refazer por não saber lidar com o convívio comum, a confidencialidade de suas intimidades expostas, discurso então, e de forma fria, sobre este assunto, que mesmo sendo tão clichê não deveria nem um pouco ser efémero como é tratado, com insignificante suntuosidade e relevância.


Todo animal, racional ou não tende ao curso natural de sua própria existência, nascer, crescer, reproduzir e morrer, age assim, naturalmente, ate certo ponto,  pois diante de uma das etapas principais do processo, o
individuo, independente de seu gênero, age de forma irresponsável, e, em sua maioria, descompromissada por si só, entregando-se a pouco pudenda relação que deve haver ao sentido do reproduzir e morrer. Pode ate parecer retrogrado, para muitos hoje, pensar em ter alguém  ao lado para o resto da vida, ate cafona para a maioria pensar assim, mas todos, todos, tendem a si só querer alguém, simples assim, querer ter ao lado, a mulher, ou homem, que vai lhe acompanhar para o fim de tudo, mas esquece tudo que isso representa, esquece que não é só ter ao lado para representar em sociedade um suposto bem sucedido lar, é ter o que não se tem, é querer o que se quer bem a si, e viver o que se vive em si mesmo, mesmo vivendo em outro o si que não pode ser vivido, é acordar e ver que em si só existe mais do próprio ser, e entregar-se ao capataz confiando a pedido do outro, da mulher que lhe é a perfeita, é olhar nos olhos e sentir tremer a alma, e pensar em responder e a resposta vir do outro como acalento vindo de você mesmo, é enxergar no outro você próprio e não achar graça em mais nada que não envolva os dois. Pensando sobre isso cheguei a conclusão que ludicamente existe 5 pilares que sustenta tudo o que o verdadeiro relacionamento representa, que toda a energia possível deve estar voltada para a sustentação desses, como verdade absoluta ao bem dos dois, se você parar e pensar enxergará que tudo envolve, CONFIANÇA, DEDICAÇÃO, FIDELIDADE/HORRA, SEGURANÇA e ATENÇÃO.


CONFIANÇA: Confie no outro, pois se estas ao lado deste por si só já é de se confiar, confie cegamente, indiscutivelmente, irremediavelmente, incontestavelmente, sem se quer pensar na possibilidade de não o fazer 
de confiança, pois por si só faz-se saudável o convívio eterno. Em geral este é o pilar mais frágil de se manter, e o mais importante de todos ou outros sustentáculos, mas mantenha, sem este nenhum dos outro sustentara.



DEDICAÇÃO: Esse é o mais dispendioso dos pilares, pois demanda tempo e energia. A dedicação lhe fez querer ser no outro o que queres pra você, diria ate propositalmente, ser este o mais próximo do que se diria amor, é você ser capaz de doar suas córneas a ver a amada(o) não poder enxergar um linda flor que lhe presenteia, é você ser capaz de fazer pela mulher dos sonhos o que você pensa não ser capaz de fazer nem pra você mesmo, é conquistar todos os dias, como se conquistado no primeiro dia, é abraçar lento todo dia, beijar lento todo dia, ouvir lento todo dia, olhar forte todo dia, estar presente todo dia, e viver seu próprio dia voltado para que o próximo dia seja o melhor dia dela ao seu lado.


FIDELIDADE/HONRA: Este vem com a dedicação, é você honrar a divina dadiva de ter ela ao seu lado, é você, a todo momento, sentir a necessidade, quase que incontrolável, de confidenciar todos os seu
sentimentos e segredos, deixando assim de ser aos dois segredo, é ser capaz de expor ao outro todas as verdades sem pudor ao ser feito, é olhar nos olhos e ter a segurança que o outro é você em outra forma, é saber que as almas sentem os mesmos segredos confidentes a um, sendo agora segredo de dois, é sentir a necessidade de ter ela, e só ter a ela, e mais ninguém, é alimentar cada dia o desejo que ser unicamente dela, e só dela, e não sentir falta de nada além dela.


SEGURANÇA: É você deixar respirar o espaço entre os dois, é você saber que por mais que doa a saudade no peito, ele tem que existir, a saudade, é você saber que também é saudável saber que você é um e ela é outra, mas os dois, mesmo longe são um, é não sufocar com presença de mais, é saber não ter a compulsão, e controlar a abstinência da outra, pois a final ela também tem uma vida, é você saber estar
longe, porem perto, e quando perto saber estar mais perto ainda, é proteger do vento, é segurar a mão ao atravessar a rua, é abrir a porta pra ela entrar, é olhar nos olhos e sentir que ela quer estar ali, é abraçar e saber que ali é exatamente onde você sempre quis estar, é fazer ela saber que você seria capaz de levar um tiro por ela, se afogar por ela, saltar por ela, voar por ela, é fazer ela saber que dentre todos no mundo é a você, aquele que ela vai chamar, mesmo quando todos gritarem por um “chappolim colorado” qualquer, você é a pessoa que estará lá, e você tem que esta.


ATENÇÃO: É você saber que um pequena pedrinha do brinco dela caiu a 2 semana, é você saber do que ela gosta, das cores que gosta, das comidas que gosta, é você se importar com a rotina, é você olha nos olhos dela e de cara saber que ela tirou 2 centímetros dos seus cabelos, é ir as comprar com ela, mesmo que aquelas compras durem o dia inteiro e compre apenas um sapato, mas que aquele sapato tenha a sua
participação na escolha, é você saber o mínimo sobre que tipo de maquiagem ela gosta, e maquia-la também de vez enquando, por que não¿ é ela te pedir pra comprar um batom e você saber exatamente qual tom ela usa, é pentear seus cabelos com franjão pro lado do jeito que ela gosta , é saber qual angulo ela mais gosta de tirar foto, e você mesmo tirar e ainda ajeitar o cabelo dela pra ficar bonita no facebook, é sair pra se divertir e não sentir falta de mais ninguém, saber tirar a roupa dela e saber vesti-la também, conhecer todos as roupas, sapatos, sutiãs, calcinhas, livros, cd’s, DVD’s,  músicas, cheiros, flores, chocolate, vinhos, orações, santos, tudo o que torna ela a mulher que você sempre quis pra estar do lado, é você ouvi-la atentamente e uma semana depois ela te perguntar sobre o que foi dito e você lembrar exatamente, é você aconselhar como sendo o melhor amigo, pois você é esse melhor amigo, é chorar seu choro, sorrir seu riso, beijar seu beijos e sentir com toda intensidade seus braços, sabendo que cada segundo foram os melhores segundos dos minutos dela, e as horas serão as melhores horas de todos os seus dias.



Concluo assim, simples e objetivo, encontre alguém que seja a mulher de sua vida e dedique-se de todo o sentimento, seja de tudo que seja dela, seja você nela e ela em você, atenha-se a verdade única e absoluta de que um foi feito pro outro, faça do envolvimento entre você algo de orgulhar-se, tenha a mulher para que todas as outras queram ser felizes como ela, e seja pra ela o homem que toda mulher gostaria de ser feliz como é a sua, e so sua, pois única é a mulher que você se faz único pra ela, e ela sera a única em séculos a ter vifvido um amor intenso como deveria, pensem nisso, Vale apena nos tempos de hoje ter um relacionamento de verdade, não efêmero.



sábado, 12 de novembro de 2011

Universo Paralelo: A palavra é ESCOLHA


Esta semana me dei à reclusão entre rochedos congelados que me fizeram abrigo como caverna, em uma montanha no Himalaia, ninguém pode imaginar quanto frio faz e quanto frio é entre esse rochedo, você pode ate pensar ser insuportável e imprópria a vida, mas quando você encontra um lugar quente dentro de você, qualquer neve corre como águas oriundas de fontes termais, e mesmo que seus dedos congelem e sua retina vitrifique em negativos graus, você ainda terá vida. Nessa minha solitária reclusão de aproximadamente quinze dias pensei muito sobre tudo o que se passa a nossa volta, pude sentir de forma visceral e sentimento próprio de solidão, por algumas horas pude sentir o abatimento da minha alma clamando por ter alguém aprovasse ou me recriminasse, alguém que me julgasse e que me condenasse, alguém que me odiasse e algumas vezes me amasse, ate perceber que nunca se esta só, pude perceber que mesmo que eu não sinta o cheiro da grama congelada ela ainda esta lá, e mesmo sentindo vendo a brisa gelada que toca meu rosto, ela ainda esta lá, e mesmo que eu queira acreditar que estou só por ninguém esta lá, ainda existe alguém lá, lá no fundo, basta apenas procurar um lugar quente e reconfortável dentro de você que alguém vai esta lá, e você não esta só.



"...independente do frio que faça, da neve que caia, tudo vai depender do caminho que você escolhe seguir..."


Durante todo esse tempo que passei “Só”, deixando minha retina vitrificar pelo frio extremo, a palavra ESCOLHA habitou aquela caverna de forma bem persistente nesse período que estive la”, pensei sobre caminhos, destinos e onde desembocaria o rio se a rocha tivesse rolado para a outra margem, e se eu não tive seguido a trilha à direita, em que rochedo eu descansaria, que musgo me alimentaria, será que me alimentaria de musgos, será que encontraria uma tundra tão verdinha para me recostar? Com isso pude perceber que nossa jornada é como caminhar por uma densa floresta, independente do frio que faça, da neve que caia, tudo vai depender do caminho que você escolhe seguir, tudo vai depender dos obstáculos que você vai remover, ou não, de sua trilha, isso vai lhe levar a um destino, uma tundra ou não que você vai se recostar, isso define de que forma você vai estar quando a trilha acabar, mas e se existissem um outro você, que nasceu no mesmo exato momento porem tomou decisões opostas, a física quântica aborda essa existência na forma de mundos paralelos. 



"...se o universo é infinito, existe a possibilidade de existir outro ..."


Duas folhas de papel como mundos, e um alfinete, atarraxando as 2 folhas, apos atarraxar este fará parte dos dois mundos, mas o que definiu de que lado a cabeça do alfinete iria ficar será a sua escolha, mas como? Seria possível? Pensei então em matemática, probabilidade, se você tem um dado de seis lados e jogá-lo, existe uma probabilidade do numero seis cair, isso é fato, digamos que você tivesse 2 dados de infinitos lados, ao arremessá-los você teria também uma probabilidades na existência desses dados de eles caírem no numero um ao mesmo tempo, assim podemos pensar sobre nossa existência inseridos dentro do universo, se o universo é infinito, existe a possibilidade de existir outro planeta como a Terra, e se você existe, existe a infinita probabilidade de outro ser igual a você também existir na existência de outro planeta igual à Terra, assim como o numero um de um dado infinito.


Tudo isso faz pensar que existe um outro eu em algum lugar do infinito universo, e considerando que ele tomou as decisões diferentes das minhas nesta existência, neste universo, este outro eu tem uma vida completamente diferente da minha, e pode ser ate que ele tenha a vida que eu sempre quis ter, ou não, e não, ao mesmo tempo, pelas escolhas certas ou erradas, em sua maioria tenho que pensar em que universo eu quero estar em alguns anos, meses, dias, horas, ou minutos, tudo vai depender das escolhas que farei a partir de agora, decisões que me levaram, como o soprar do bater de asas de uma borboleta, a um destino diferente.




"...a pedra não vai rolar agora para a outra margem, criando um novo curso, mas novas pedras cairão..."
Eis que sinto em meu rosto congelado e de pouca sensibilidade uma brisa sofrear, e meus cílios me lembram que está na hora de voltar e ver se estou preparado para enfrentar todas essas escolhas que terei que tomar a partir de agora, para que, da forma mais trépida possível, eu possa manipular meu destino, mas será que estou pronto? Mais uma escolha a se fazer em decidir estar pronto ou não, sei que a partir de hoje, ao sair desse retiro himalaico, pensarei mais sobre decisões difíceis, e menos sobre fáceis decisões, a final a pedra não vai rolar agora para a outra margem, criando um novo curso, mas novas pedras cairão, tenho só que seguir esse curso e tentar posicionar minhas pedras quando rolarem, assim não perco tanto tempo tentando decidir sobre coisas banais pra fugir do óbvio, e ganho assim tempo decidindo sobre quando mudar o curso à direita ou a esquerda, fazendo a decisão “certa”, entre aspas coloco assim a palavra, pois a final não existe certo ou errado quando se trata de destino.




terça-feira, 20 de setembro de 2011

Projeto Ambigrama: Só uma Transa: A privatização do relacionamento Ba...

Projeto Ambigrama: Só uma Transa: A privatização do relacionamento Ba...: “...É simples, a mulher trás em si o desejo de ser cuidada e ouvida, então vamos cuidar, ouvir e divertir-las fazendo-a...

Só uma Transa: A privatização do relacionamento Banalizado.


Foto: Lana Pinho
“...É simples, a mulher trás em si o desejo de ser cuidada e ouvida, então vamos cuidar, ouvir e divertir-las fazendo-as sempre rir de você ou com você...” 

  Estava pensando sobre as relações homem mulher nos dia de hoje, e me perguntando sobre os medos que envolvem esse jogo, percebi que mulheres têm medo de envolver-se e os homens tem medo de serem envolvidos, e tudo acaba virando uma grande disputa, o que acaba tornando coisas tão legais, e intimas, um banalidade, hoje é mais fácil encontrar uma mulher pra te satisfazer, do que uma que te satisfaça, pois a grande maioria escondem-se em grandes cápsulas protetoras que acaba confundido seus próprios sentimentos. 

“...Mulher quer sexo tanto quanto o homem quer... elas não querem mais Amorzinho, querem Hard Core Sexy...”


Outro dia um amigo disse: “...Mulher quer sexo tanto quanto o homem... elas não querem mais amorzinho, querem hard core sexy...” concordo no que tange o desejo feminino de ter o sexo tanto quanto o homem, e por que não ter? Mesmo de forma fácil e prática, como em qualquer roteiro clichê de  filme pornô, onde o ator encosta e pede um drink, olha a triz dizendo “-E ai Gata? Vamos transar?”,  racionais que somos tendemos a nos lembrar de bons momentos por muito tempo, as mulheres mais que os homens, é verdade, então por que banalizar? Ao invés de 3 horas de puro Hard Core Sexy em um motel barato, porque não ser uma noite ou mais, madrugada inteira, com luz da lua, som do mar, você fazendo um jantar pra ela com um bom vinho antes de deitar, e ainda leva café na cama quando amanhecer, do jeito que ela gosta, após um madrugada de transa bem divertida ou não, pode ser apenas uma noite juntos abraçados ate pegar no sono, e no dia seguinte ainda ligar pra ela no trabalho, no momento de maior stress, ela vai lembrar e relaxar, contando com orgulho as amigas a noite anterior que teve com você, então por que banalizar? quando tudo pode ser melhor produzido de forma a fazer ela não esquecer, mesmo que seja no primeiro encontro, mesmo que tenham acabado de se conhecer, ou por uma só noite, ou ainda mesmo surpreender em todas as noites que tiverem? Por que se a MULHER permitir, quando acabar sempre vai lembrar como a melhor noite que teve, e era VOCÊ o homem que estava lá do lado dela, mesmo que tenham apenas ficado abraçados a noite toda ate dormir. 

"...As mulheres cada dia mais estão querendo vir morar em Marte ..."

Mas porque cada vez menos mulheres dão abertura a tais cortesias? Talvez tenha a ver com os desejos e ambições feministas, eu, feminista como sou, apoio a emancipação feminina, no que diz respeito a tudo o que um homem é capaz de fazer em responsabilidade, mas o que aconteceu com aquela mulher que nos dava o direito a gentileza, que nos dava a chance de puxar uma cadeira em um encontro, sentar-se somente depois dela e ate encantava-se com olhares em brilho apos uma rosa recebida, hoje esta tudo tão jogado na parede, como escarro seco brilhando. As mulheres cada dia mais estão querendo vir morar em Marte, mas é tão legal o fato delas serem de Venus e termos que ir ate lá buscá-las. Não vejo mal nenhum, nem para o homem nem para a mulher, fatores ate “pré-julgativos” como transar no primeiro encontro, ter filhos, morar sozinha, fatores que fazem muitos homens julgar de forma Babaca o perfil de uma mulher. Afinal, a mulher, bem como suas intimas e obscenas obsessões fisicas, merece ser colocada em pedestal, mas não como frágil item de mera adoração ou objeto de idolatria, inatingivel, inalcançado, muito pelo contrário, completamente palpavel e palpavel com boas mãos, como uma força que apetece aos olhos dos mais finos tratos, ao paladar mais refinado, que pode de livre trato cuidar e dar a devida atenção merecida a toda mulher, ser saboreada e saborear também, pois os desejos são humanos e mútuos.  


"...Sinto falta das flores..."


Lana Pinho (Foto: Lana Pinho)
Sinto falta das flores, de sentar a beira da cama olhando ela dormir esperando ela acordar com o café pronto, mesmo que tenha acabado de conhecer-la, vê-la abrir os olhos com aquele sorriso encantador, de pouca maquiagem, que toda mulher tem ao acordar após ter tido uma noite maravilhosa de divertida e entusiasmada transa, seja quantas tenha sido na noite, ou nenhuma, e ouvir ela dizer: “- Olá estranho”, tudo isso faz você ter a certeza que mesmo que ela nunca mais volte a vê-lo, mesmo que você nunca mais a encontre, você fez por ela o que todo homem deve fazer por uma mulher espetacular como ela, seja ela quem for, fez de cada noite a melhor noite da vida dela, se fazendo inesquecível. 




 "...dava-se rosa as mulheres como demostração de um afeto admiravel e gentileza suprema, a rosa que assim representa a própria mulher...."


Cada dia mais, menos espaço encontramos
Lana Pinho (Fotos: Lana Pinho)
pra isso, e somos lançado diariamente contra uma parede de concreto e alem, jogando em nosso peito uma aflição e um tédio quase que “poisonous” pela banalização do envolvimento, mesmo que casual. Um dia TODOS sentiram falta dos tempos passados e relincharam aos seus filhos e netos lembrando do tempo, antes de seu tempo, em que dava-se rosa as mulheres como demostração de um afeto admirável e gentileza suprema, a rosa que assim representa a própria mulher, suave em suas pétalas, voraz em sua exuberância, em cores lança seu perfume doce envolvente, atraindo insignificantes insetos a polenizala, espinhos que nunca machucão quando se sabe como cuidar, em manuseio delicado, e quando machuca foi por merecer, pois tal criação não se exime nem do direito de ser bela e cuidado especial é o que lhe garante brilho eterno bela flor.



Fico triste em saber que cada dia mais vejo todo esse envolvimento e cuidado mutuo tão banalizado e ridicularizado que um dia, tristemente vou erguer a voz e dizer...

Bons Tempos!!


domingo, 28 de agosto de 2011

Simulação Imperfeita: Simulacro





simulacro (si-mu-la-cro)s. m.Imagem, cópia ou reprodução imperfeita. Aparência, semelhança, arremedo: simulacro de governo. Fingimento, simulação: simulacro de combate.

Todos os dias em alvorada abrimos os olhos e damos boas vindas a mais um dia, talvez ate preocupados com a singularidade de sua presença nesse mundo, tem dias que você ate pensa se esta fazenda algo de único, de singular, algo inimitável em seu mundo tão limitado, a camisa que veste, as palavras que usa, o gestos que deflagra, o perfume que se banha, o andar que profere, o texto que escreve ate a personalidade que lhe denominam única e somente sua, não é.

Tudo junto convergindo em um complexo simulacro, tudo imitado e mimetizado na quilo que você agregou a sua existência como parte de sua carapuça, você não é único, é apenas uma cópia malfeita de milhões de coisas que foi agregado a seu pêlo, como a espuma da cerveja em seu buço, foi encravada ao seu jeito, a sua forma, por você mesmo, somos todos Frankeinstain de idéias originais, originadas de simulações maufeitas de coisas existentes, que pra existirem precisaram ser copiadas e reproduzidas de outras coisa que foram mau simuladas, convergindo em espiral cônica ao nada, de onde tudo surge, de onde tudo nasce mesmo em cópia, não se iluda nem deleite-se em elogios a originalidade, pois na verdade ele é apenas um simulação, um cópia do que já existia, e dada o nível do fracasso em realizar a maldita cópia acaba sendo original, mesmo por ser a pior simulação já feita, copiar não é simplismente fazer igual, mas sim fazer com que ninguém perceba que foi uma copia assim a originalidade será exaltada, como uma chave, abre portas a hiper-realidade que protege a todos do que possa ser ameaça a “iconicidade” (algo icônico) do que levou anos para existir, como uma composição parte a parte, bemol a bemol, esta grande montagem toma forma e você, artista com escopo em mão lança a multidão a sua mais bela obra hiper-realista, VOÇÊ, simulacro da realidade de todos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

"Bloco dos Mindigo ano III"

Todos os anos o carnaval invade nosso peito com alegria e avidez, de forma certeira nos faz esquecer dos problemas mundanos e nos joga na alegria de pernas pro ar, enchendo nossa cara de birita e muita diversão, nos lançando em uma jornada, tornando-nos andarilho de todos os cantos, as ladeiras ficam pequenas, as ruas estreitas e o sol mais ardente, bem mais quente, o suor não refresca nada o cheiro nem incomoda tanto, convidando a mais uma garrafa, pessoas vem, pessoas vão, histórias acontecem e se cruzam de forma inusitada, pessoas surgem e desaparecem, muitos tornam-se invisíveis ao nosso carnaval, poucos se perguntam, “para onde vão as latas que bebemos?” como mágica elas somem da nossa vista 5 segundos após serem jogadas a sarjeta, pode contar, e aqueles milhões de pedintes diários e noturnos, para onde vão? Onde se escondem no carnaval? E aqueles nosso milhões de bêbados amigos, que não mede esforços em puxar uma cadeira a sua mesa, beber da sua cerveja, fumar do seu cigarro e ainda pedir um trocado para o café do dia seguinte? Eu respondo: Eles continuam ali, porem invisíveis, pois estamos bêbados de mais para dar visão a esses.

É pensando nesses invisíveis do carnaval que o “Bloco dos Mindigo” surge nas ladeiras do carnaval de olinda e este anos, 2011, é o terceiro ano do bloco, que a cada ano cresce e arrebanha mais foliões e “mindigos”, já que todos os foliões do bloco sobem a ladeira caracterizados, tomando forma e levando alegria as ruas da cidade histórica de forma solidária, pois todas as latinhas consumidas pelos integrantes do bloco são recolhidas e ao final do dia entregue a seus devidos donos, homens, mulheres e crianças, invisíveis aos olhos da maioria, porem não as integrantes do bloco, que alem disso dão a esse menos favorecido oportunidade de divertir-se juntos, fazendo uma grande folia, pois o folião do bloco compartilha de sua bebida, compartilha da sua folia e da sua energia. A direção do bloco convida todos a participar dessa grande alegria.

O “Bloco dos Mindigo” sai no sábado de carnaval, a concentração é na Rua do Sol, enfrente ao “fortinho do queijo”, como é conhecido, apartir das 09hs da manhã, a participação é gratuita.

E a preperação esta a todo vapor!!!


Serviço
: “Bloco dos Mindigo”

Quando: Sábado dia 05/03, as 09hs

Onde: Rua do sol, de fronte ao fortinho

Quanto: R$0(ZERO REAIS)...(“Di Grátis”, basta ir caracterizado, como um mendigo)